Dizer que ama não é para todos
Mas todos querem ouvir
Mas nem todos querem dizer
E nem todos tem a quem dizer
Eu digo que amo
Seja fulana. Seja o cicrano.
Seja pra mim importante
Dizer que amo
Dizer da importância
Da nobre pronúncia do verbo
Que ama a poesia
Fala pro mundo o quê o mundo não te fala todo o dia
Ele não quer
Ás vezes não quer que eu te ame
Mas eu embora não ame este mundo
Eu amo o que neles existem
Os atores que por muitos vezes assistem
E hesitam amar
Nem quer falar o ressentimento
Daquele que amou, mas não recebeu
O que ia dar de amor por dentro
Ele ficou vazio do sentimento...
O outro não ouviu a angústia
E o peito daquele doeu
Pobre do fulano
Acreditava que em todos esses anos o que
mundo lhe falou
Mas o mundo fez contrário
Então fulano odiou
O mundo que lhe traiu
Que falácia do mundo que contou de Romeu
Que estava no livro do dramaturgo
No verso do poeta e nos olhos de uma
mulher
De qualquer fulana
Mas o mundo te engana e que sobra na
cama
É apenas ilusão e espera
No pensamento do fulano que amor ainda
quer
Ô mundo!
Pobre do fulano que tinha te ouvido!
E no peito ele lembra o que ouvia sua
cabeça
Agora ele tenta esquecer
Apenas deseja amor- que ia receber se
deixassem ele dar
Mas disso, cheia sua cabeça alerta o que
é melhor, por vezes, nem pensar.